“A notícia é esta: o Xingu vai morrer”

“Se o mundo da lei funcionasse, Belo Monte teria que ser fechada. A ninguém é dado o direito de matar o Xingu”

Giliard Juruna, cacique da aldeia Mïratu, é uma das principais lideranças na luta contra a morte da Volta Grande do Xingu, onde vive o seu povo. Na foto, feita em 2015, ele está na cachoeira sagrada do Jericoá. Foto: Lilo Clareto/Reprodução do El País

Giliard Juruna, cacique da aldeia Mïratu, é uma das principais lideranças na luta contra a morte da Volta Grande do Xingu, onde vive o seu povo. Na foto, feita em 2015, ele está na cachoeira sagrada do Jericoá. Foto: Lilo Clareto/Reprodução do El País

Leia no El País

In Bolsonaro’s burning Brazilian Amazon, all our futures are being consumed

É hora de tomar posição. A Amazônia está literalmente em chamas. Sem Amazônia não há futuro. Se o projeto de destruição da Amazônia de Bolsonaro continuar, em menos de uma década, segundo os cientistas, a floresta chegará ao ponto de não retorno e vai virar savana. Se isso acontecer, não há possibilidade de controlar o superaquecimento global. Estamos em emergência climática.

Meu artigo no The Guardian (em inglês):

A fire in the Amazon rainforest near Humaita: ‘This month, fires are incinerating the Amazon at a record rate, almost certainly part of a scorched-earth strategy to clear territory.’ Photograph: Ueslei Marcelino/Reuters (Reprodução do The Guardian)

A fire in the Amazon rainforest near Humaita: ‘This month, fires are incinerating the Amazon at a record rate, almost certainly part of a scorched-earth strategy to clear territory.’ Photograph: Ueslei Marcelino/Reuters (Reprodução do The Guardian)

Este artigo é uma edição do meu discurso em Manaus. Leia o discurso completo AQUI em português.

 

 

Planeta em Chamas

A ativista Greta Thunberg costuma afirmar, ao tentar fazer com que os adultos acordem diante da emergência climática: “A nossa casa está em chamas”. A sueca de 16 anos atravessa agora o oceano em veleiro rumo a um encontro da ONU. No entanto, Greta pode ainda não ter imaginado algo ainda mais assustador: fazendeiros ateando fogo à selva como manifesto político. É o que aconteceu na Amazônia no dia 10 de agosto.

Fazendeiros do sudoeste do Pará, uma das regiões mais conflitantes da Amazônia brasileira, organizaram o Dia do Fogo, em que queimaram áreas para pastagens e em processo de desmatamento. De acordo com um dos líderes entrevistado pelo jornal da cidade amazônica Novo Progresso, os fazendeiros se sentem “amparados pelas palavras de Jair Bolsonaro”. Eles também afirmaram que desejavam mostrar ao presidente do Brasil ” que querem trabalhar “. Tudo indica que eles conseguiram. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, nessa data os incêndios aumentaram 300% em Novo Progresso, com 124 focos. No dia seguinte, o número subiu para 203.

 

Vista aérea del Amazonas, en el norte de Brasil. (Foto: Marco Antonio Rezende/ GETTY/ Reprodução do El País)

Vista aérea do Amazonas (Foto: Marco Antonio Rezende/ GETTY/ Reprodução do El País)

Planeta en llamas

Mientras los bomberos intentan apagar el fuego en Europa, en Brasil los hacendados queman la Amazonia

 

Leia no El País (em espanhol e em português)

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