Senador José Porfírio, Pará, Amazônia: altíssimo risco

Belo Sun deveria estar no centro do debate público, mas não está. O Brasil está tragado pela Lava Jato e pela disputa de 2018. Parece que Belo Sun não tem nada a ver com isso, mas tem e muito.

Nesta semana houve uma vitória importante na justiça. E os indígenas da Volta Grande do Xingu serão ouvidos, o que não aconteceu em Belo Monte. Mas no cotidiano de exceção que vivemos é preciso, mais do que nunca, pressionar para que a lei seja cumprida.

Dirceu Biancardi (PSDB), prefeito de Senador José Porfírio, afirma aos povos indígenas, na audiência pública para debater Belo Sun: "Eu considero vocês seres humanos igual eu". LILO CLARETO

Dirceu Biancardi (PSDB), prefeito de Senador José Porfírio, afirma aos povos indígenas, na audiência pública para debater Belo Sun: “Eu considero vocês seres humanos igual eu”. LILO CLARETO

Um projeto que pode ser mais destruidor do que Belo Monte está em disputa no Xingu e os brasileiros não estão nem aí

Leia no El País

 

A Globo, do outro lado do paraíso

Chamada por uma parte da sociedade brasileira de “golpista”, por outra parte de “comunista”, o momento vivido pela Globo, a maior e mais influente rede de comunicação do país, é revelador do Brasil atual.

As atrizes Bianca Bin e Nathalia Timberg em cena da novela 'O outro lado do Paraíso' DIVULGAÇÃO/GLOBO

As atrizes Bianca Bin e Nathalia Timberg em cena da novela ‘O outro lado do Paraíso’ DIVULGAÇÃO/GLOBO

Leia na minha coluna no El País

Os 18 vendilhões

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Reprodução do Facebook do Pastor Takayama, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, com parte dos deputados que aprovaram a mudança antiaborto na PEC 181

Como o Congresso brasileiro se tornou o melhor lugar para homens que odeiam as mulheres, especialmente as negras

A imagem de um grupo de homens rindo, batendo palmas e gritando porque tinham sido malandros o suficiente para fazer uma sacanagem com as mulheres (e também com os homens sérios do país) deve ir para a posteridade como um dos momentos mais baixos do Brasil. Há cenas assim, que contam uma história inteira. E esta é uma delas.

Leia na minha coluna no El País

Como fabricar monstros para garantir o poder em 2018

A fabricação de monstros é uma forma de controle de um grupo sobre todos os outros. A escolha do “monstro” da vez é, portanto, uma escolha política. O que se cria hoje no Brasil é uma base eleitoral para 2018. Uma capaz de votar em alguém que controle o descontrole, alguém que “bote ordem na casa”. Mas que bote ordem na casa sem mudar a ordem da casa. Este é o ponto.

Manifestantes protestam no MAM em repúdio à apresentação do coreógrafo Wagner Schwartz no dia 30 de setembro (TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO/ Reprodução El País)

Manifestantes protestam no MAM em repúdio à apresentação do coreógrafo Wagner Schwartz no dia 30 de setembro (TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO/ Reprodução El País)

Enquanto o país é tomado por assaltantes do dinheiro público, parte dos brasileiros está ocupada caçando pedófilos em museus

Leia no El País

“Mataram meu filho. Mas não quero polícia mais armada, eu quero políticas públicas”

A população de Altamira e do Xingu se sente abandonada pelo Brasil. E com toda a razão.

Dedico esta coluna especialmente àqueles que diziam que era preciso construir Belo Monte para o Brasil crescer – e mais especialmente ainda àqueles que dizem que Belo Monte é energia limpa.

Málaque Mauad Soberay, de braço erguido, durante manifestação pela paz ocorrida em 5 de outubro, em Altamira, no Pará LILO CLARETO

Málaque Mauad Soberay, de braço erguido, durante manifestação pela paz ocorrida em 5 de outubro, em Altamira, no Pará LILO CLARETO

Com Belo Monte, Altamira mergulha num ciclo de violência e uma mãe se alia à comunidade para um levante pela paz

Em apenas quatro dias, de 29 de setembro a 2 de outubro, Altamira foi manchada pelo sangue de nove assassinatos. Em 2000, Altamira registrou oito mortes: uma a menos que nestes quatro dias de 2017. Entre 2000 e 2015, a taxa de assassinatos daquele que é hoje o município mais violento do Brasil aumentou 1.110%. Málaque Mauad Soberay é uma das mães que choram pelo seu filho assassinado. Mas Málaque não pede mais sangue. Málaque não pede linchamento. Málaque pede amor. Amor até mesmo pelos assassinos do seu filho. E especialmente por suas mães.

Leia o texto completo no El País

Objetos pessoais de Magid Elias Mauad França, 22 anos, um dos nove assassinados em quatro dias em Altamira (PA), foram colocados como homenagem e protesto diante da casa de sua família LILO CLARETO

Objetos pessoais de Magid Elias Mauad França, 22 anos, um dos nove assassinados em quatro dias em Altamira (PA), foram colocados como homenagem e protesto diante da casa de sua família LILO CLARETO

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