#MeToo do clima

Ao lançarem-se à linha de frente, muitas líderes se deparam com um temor que os homens não costumam enfrentar: o medo de que as violem como forma de silenciar a sua ação política.

Mary Robinson y Maeve Higgins, creadoras de Mothers of Invention. MOTHERS OF INVENTION

Mary Robinson y Maeve Higgins, creadoras de Mothers of Invention. MOTHERS OF INVENTION

#MeToo del clima

Al lanzarse a la línea del frente, muchas líderes se encuentran con un temor que los hombres no suelen enfrentar: el miedo a que las violen como forma de silenciar su acción política.

Leia na minha coluna no El País (somente em espanhol)

 

MOTHER OF INVENTION

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Massacre anunciado na Anapu de Dorothy Stang

“Já conferi na lista, mãe. Meu nome não está lá”, garantiu Leoci Resplandes de Sousa, poucos dias antes de ter o corpo transformado numa peneira. Na maioria das cidades, poderiam ser muitas as listas. Aprovação no vestibular, contratados por alguma empresa, selecionados para algum concurso público. Mas não em Anapu, cidade do estado do Pará que entrou no mapa mental do Brasil e do mundo em 2005, quando a freira Dorothy Stang foi executada com seis tiros por defender os direitos dos mais pobres à terra e, com isso, confrontar os interesses dos grileiros (ladrões de terras públicas). Em Anapu, no Pará, 13 anos pós o assassinato da missionária, a lista ainda é a de camponeses marcados para morrer.

O pai do menino de 11 anos foi a vítima mais recente dos conflitos de terra em Anapu, no Pará, mas certamente não será o último a tombar no Brasil sem justiça LILO CLARETO (Reprodução do El País)

O pai do menino de 11 anos foi a vítima mais recente dos conflitos de terra em Anapu, no Pará, mas certamente não será o último a tombar no Brasil sem justiça LILO CLARETO (Reprodução do El País)

A tensão no Pará, lugar mais letal do mundo para defensores da terra ou do meio ambiente, tornou-se ainda mais explosiva do que na época em que a missionária foi assassinada

Leia na minha coluna no El País 

A esquerda tem que condenar Ortega

Uma esquerda que deixa Daniel Ortega matar em seu nome e não tem dignidade para se manifestar contra a ditadura e o massacre com ações e palavras claras está sumida em uma crise muito maior do que supõe.

Protestas en Nicaragua contra la represión de presidente Daniel Ortega. INTI OCON AFP (Reprodução do El País)

Protestas en Nicaragua contra la represión de presidente Daniel Ortega. INTI OCON AFP (Reprodução do El País)

Nicaragua se ha convertido en una dictadura que mata a sus opositores

Leia no El País Madri (somente em espanhol)

Bolsonaro e a autoverdade

Embora o conteúdo do que Bolsonaro diz obviamente influencia no apoio do seu eleitorado, me parece que ele é mais beneficiado pelo fenômeno que aqui estou chamando de autoverdade. O ato de dizer “tudo” e o como diz o que diz parece ser mais importante do que o conteúdo. A estética é decodificada como ética. Ou colocada no mesmo lugar. E este não é um dado qualquer.

Por isso também é possível se desconectar do conteúdo real de suas falas, como fazem tantos de seus eleitores. E por isso é tão difícil que a sua desconstrução, por meio do conteúdo, tenha efeito sobre os seus eleitores. Quando a imprensa mostra que Bolsonaro se revelou um deputado medíocre, que ganhou seu salário e benefícios fazendo quase nada no Congresso, quando mostra que ele nada tem de novo, mas sim é um político tão tradicional como outros ou até mais tradicional do que muitos, quando mostra que falta consistência no seu discurso, assim como projeto que justifique seu pleito à presidência, há pouco ou nenhum efeito sobre os seus eleitores. Porque o conteúdo pouco importa. As agências de checagem são um bom instrumento para combater as notícias e as declarações falsas de candidatos, mas têm pouca eficácia para combater a autoverdade.

Jair Bolsonaro é recepcionado em Salvador U.MARCELINO REUTERS (Reprodução do El País)

Jair Bolsonaro é recepcionado em Salvador U.MARCELINO REUTERS (Reprodução do El País)

Como a valorização do ato de dizer, mais do que o conteúdo do que se diz, vai impactar a eleição no Brasil

Leia na minha coluna no El País

 

 

 

O presente sem futuro

Sabemos que o futuro é o resultado do presente. Mas, com frequência, esquecemos que o presente também é o futuro que somos capazes de imaginar. Esgotado em si mesmo, o presente torna-se insuportável. O grande desafio atual é justamente como imaginar um futuro que não seja uma distopia. O desconforto que vivemos hoje não é um acontecimento cíclico, como alguns acreditam, mas sim um canto histórico sem precedentes na trajetória humana, formada por três grandes crises: a climática, a da democracia e a digital.

MARAVILLAS DELGADO (Reprodução do El País)

MARAVILLAS DELGADO (Reprodução do El País)

El presente sin futuro

Hay que recuperar la capacidad de imaginar un futuro no solo donde podamos vivir, sino donde queramos vivir

 

 Leia na minha coluna no El País (somente em espanhol)

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